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sexta-feira, 17 de abril de 2015

O segredo do meu marido #livro38


A primeira vez que vi e ouvi falar sobre esse livro foi assistindo um vídeo de uma blogueira. O título me atraiu demais e me deixou super curiosa, além de ter achado a capa muito linda também.



O segredo do meu marido conta a história de 3 famílias:

No primeiro capítulo conhecemos Cecilia Fitzpatrick que é casada com John-Paul, que são pais de Polly, Izabel e Esther.
Cecilia é aquele tipo de mulher maravilha. Super dona de casa, super mãe, super esposa e super vendedora de Tupperware.
Uma de suas filhas, Esther, estava fazendo uma pesquisa sobre o Muro de Berlim, e Cecilia se lembrou que quando mais nova tinha ido até a Alemanha conhecer o muro e tinha trazido um pedaço dele para guardar de recordação. Indo até o sótão  buscar o pedaço da "pedra", ela em uma distração acaba batendo nas caixas de seu marido, onde ele guardava documentos financeiros e viu que em meio aquela papelada que se esparramou no chão, havia um envelope que dizia:

"Para minha esposa , Cecilia Fitzpatrick
Para se aberto apenas na ocasião da minha morte."

 Encontrar uma carta do seu marido e ainda com esses dizeres, é para rasgar o envelope na mesma hora e devorar tudo que ali estava escrito, não é? Seria o que eu faria, mas não foi o que Cecilia fez. 
Ela mesmo com uma enorme curiosidade decide respeitar o desejo do marido. Imaginou que seria uma carta carinhosa, onde seu marido expressava o enorme amor que sentia por sua família. 
Mas, após um acontecimento vivenciado por ela, Cecilia resolve ligar para John e dizer:

- Encontrei a carta - disse Cecilia.
- Que carta? 
- Uma carta sua. Para mim, para ser aberta caso você morresse.
Houve um silêncio. Por um momento, ela achou que a ligação tivesse caído.
Ela sentiu seu estômago se contrair.
- John-Paul?

E diante dessa estranha reação de John e do fato de ele retornar de viagem 3 dias antes da data prevista, levanta suspeitas que fazem com que Cecilia leia a carta e fique totalmente horrorizada com o que lê. 

No segundo capítulo conhecemos Tess, que tem sua vida mudada após seu marido Will e sua melhor amiga e prima Felicity, confessarem que estão apaixonados.

 "- Tess não sei como lhe dizer isso - começou ele. - Mas Felicity e eu nos apaixonamos.
- Muito engraçado. - Tess reuniu as canecas e sorriu. - Hilário."

No terceiro capítulo conhecemos Rachel, uma senhora que perdeu sua filha assassinada e que nunca deixou de pensar nela. E que mesmo já tendo passado 28 anos da morte de sua filha Janie, ainda lutava em busca de encontrar seu assassino.

"Certas vezes, sentia a dor de um sofrimento puro e primitivo, em outras, havia raiva, o desejo frenético de arranhar, bater e matar, e outras vezes, como naquele momento, apenas uma tristeza comum, sombria, assolando-a de mansinho, sufocante, como uma névoa densa."

No começo achei as histórias confusas. Exatamente por não saber o que elas sendo tão diferentes tivessem em comum.  
O segredo é revelado um pouco antes da metade do livro e diante disso imaginei que a leitura ficaria chata e cansativa. Mas me enganei, pois foi após a revelação desse segredo que a leitura ficou muito mais interessante.  
E tudo começou a fazer sentido, pois essas 3 histórias confusas e diferentes no começo tem muita coisa em comum.

Me surpreendi maravilhosamente com esse livro. 
A narrativa é simples, o vocabulário é fácil e é muito rico em detalhes.

A escritora Liane Moriarty aborda temas como traição, mágoas, mentiras, família, raiva, amizade, casamento, separação de uma forma muito real. Você vai lendo os acontecimentos e pensando: isso acontece muito aqui nesse mundo. Por isso, para mim, a leitura ficou muito mais envolvente. 

"Você podia  se esforçar o quanto quisesse para tentar imaginar a tragédia de outra pessoa- afogar-se em águas congelantes, viver numa cidade dividida por um muro -, mas nada dói de verdade até acontecer com você. "

"...o impensável acontecia, e o mundo continuava girando, as pessoas ainda comentavam muito sobre o clima, ainda havia engarrafamentos e contas de luz, escândalos  envolvendo celebridades e golpes políticos."

O epílogo "lacrou" a história. Fui lendo e quando finalizei simplesmente disse: UAU!!! 
Para muitos as histórias ficaram sem "fins", mas para mim foi um final perfeito. Quer dizer, diante dos acontecimentos, "perfeito", não seria uma palavra tão adequada. Mas acho que deveria ser assim.

"Há tantos segredos em nossas vidas que nunca conheceremos."

Minha opinião final: Valeu muito a pena ler esse livro. Amei mesmo!!!

terça-feira, 31 de março de 2015

As doze tribos de Hattie #livro37

As doze tribos de Hattie é o primeiro romance da escritora Ayana Mathis. Ele foi eleito um dos melhores livros de 2013 pelo jornal The New York Times e tornou-se best-seller.

 O livro conta a história de Hattie Shepherd, que aos 15 anos, no ano de 1923, foge da Geórgia para a Filadélfia em busca de uma vida melhor. Lá ela se casa com August e aos 17 anos tem seus primeiros filhos, um casal de gêmeos, Filadélfia e Jubileu, que ápos dez dias de vida, morrem vítimas de pneumonia. Hattie era uma jovem negra otimista, porém com a perda de seus bebês se torna uma mulher fria e amarga. Ela dá a luz a mais nove crianças que crescem em uma relação fria e sem ternura.

"Hattie sabia que os filhos achavam que ela não era boa pessoa - talvez ela nem fosse, mas não havia tempo para sentimentalismo quando eles eram mais novos. Ela os havia desapontado de formas vitais, mas de que adiantaria passar os dias aos beijos e abraços se não havia nada para pôr na barriga deles? Eles não entendiam que todo o amor que tinha fora tomado pela necessidade de alimentos, roupas e de preparar todos para enfrentar o mundo." (Página 215)

Hattie vive uma vida sofrida e frustada. E naquela época havia muita discriminação racial. 
A história começa em 1925 contando a mudança de vida de Hattie, seu casamento e o falecimento de seus bebês. Depois seus 9 filhos ( Floyd, Six, Ruthie, Ella, Alice e Billups, Franklin, Bell e Cassie)  contarão a história deles e da família ao longo dos anos. O livro termina em 1980 com Sala, sua neta, filha de Cassie narrando os acontecimentoa finais. 

A maior parte a narrativa é feita em terceira pessoa. O livro é dividido em 10 capítulos com 223 páginas. 

Por muitas vezes pensei em desistir da leitura por não conseguir me conectar com a história. Mas persisti e me convenci que valeu a pena esse esforço. Ayana aborda muitos temas difíceis como religião, sexualidade, racismo. Diria que é um livro imprevísivel.

"Escrito com graça e elegância notáveis, um livro muito mais sobre nossa necessidade de alegria que sobre a luta contra a amargura." 
The Guardian

segunda-feira, 23 de março de 2015

Extraordinário #livro19


Extraordinário realmente é um livro EXTRAORDINÁRIO!!!!
R.J. Palacio me encantou demais com o personagem Auggie. Um garoto muito inteligente e sensível que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma deformidade facial.
Auggie nunca frequentou uma escola, sua mãe era responsável pelo seu aprendizado em casa, até agora.
 Apesar do medo da rejeição, de ser alvo de piadas, Auggie aceita dar esse grande passo em sua vida.   
A história é narrada em 1º pessoa, sendo intercalada por Auggie, sua irmã e seus amigos.
O livro aborda de forma simples e tocante um tema tão real na vida de muitas pessoas: aceitação pessoal e preconceito.
Auggie é um garoto apaixonante, que dá vontade de fazê-lo real para dar um forte e demorado abraço.
Um personagem que nos faz refletir e se envergonhar por certas atitudes que tomamos.
Um livro pra lá de especial!!!!

Nota: 10


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Livro: "365 dias extraordinários" #livro24


No livro "Extraordinário" temos o prazer de conhecer o professor Sr. Browne, que explicou aos seus alunos do quinto ano, turma do Auggie, a importância de cultivarmos preceitos positivos no nosso dia a dia. Todo início de mês iniciava suas aulas com preceitos, no qual pedia aos alunos para refletir  e fazer uma redação sobre o significado desse preceito na vida deles. 
E nesse maravilhoso livro "365 dias extraordinários" reúne diversos preceitos que nos fazem refletir e viver mais positivamente. Livro para ler e reler sempre!!!
Separei alguns para compartilhar com vocês




E o preceito melhor de todos:

"GENTILEZA GERA GENTILEZA"

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